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Oficina de Educação Ambiental na Comunidade de Dois Riachos em Catu-BA

Esse trabalho consiste em sensibilizar as comunidades rurais para as questões socioambientais, valorizando a cultura, a agricultura de subsistência e familiar, a vegetação nativa e outras formas de manifestações sociais. A comunidade de Dois Riachos faz parte do município de Catu-BA. Ela está inserida no bioma Mata Atlântica e é cortada pelo Rio Catu. Ao longo de sua área existem vários empreendimentos da Petrobras. Linhas, poços, satélite, etc. Por conta disso ela é considerada uma área de vulnerabilidade socioambiental. Para amenizar esses impactos estamos juntos com a comunidade realizando oficinas, cursos, seminários, teatros, gincanas e várias outras atividades como forma de emponderar a população para exercer a sua cidadania e assegurar a participação social de forma democrática e popular.

July 14, 2011 | 12:07 PM Comments  0 comments

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Ferramentas para trabalhar com Educação Ambiental/Consumo Sustentável

"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda."
Paulo Freire

1. Tema

Sustentabilidade: Consumo Sustentável, Biodiversidade e Controle Social.

2. Objetivo

Visualizar uma cadeia produtiva de diferentes produtos, apontando as demandas de uma sociedade cada vez mais consumista, bem como analisar a relação entre cidadania e consumo para formar cidadãs e cidadãos cientes de suas responsabilidades perante o meio social e ambiental no qual eles estão inseridos.

3. Objetivo Específico

- Entender o contexto histórico da formação da sociedade de consumo;
- Visualizar diferentes cadeias produtivas, desde o preparo da retirada da matéria-prima até o descarte final do produto;
- Buscar o contexto histórico-econômico do surgimento da hegemonia do sistema capitalista;
- Analisar o conceito de Desenvolvimento Sustentável e suas implicações para a sociedade;
- Discutir que modelo econômico de desenvolvimento nós queremos.
- Entender como o desenfreado consumo doméstico e industrial impacta na biodiversidade do Planeta;

4. Procedimento

1º Momento:

•Dinâmica: Leitura inicial do texto “O Mundo que criamos...” de Carlos Rodrigues Brandão. Objetivo: Discutir a relação entre seres-humanos, cultura e natureza.

O mundo que criamos...

“Meu corpo é a natureza de que eu sou parte transformada no ser de uma pessoa: eu. Refletida nas águas calmas e límpidas de um pequeno lago, a natureza devolve a ela a sua imagem. Ela vê através de meu corpo e cabe a nós – ela e eu – sabermos distinguir o que faz inteiramente parte de alguma dimensão de seu domínio de existência no planeta Terra e no Universo, e o que já é, também, parte e partilha de uma dimensão da Vida. Pois quando os meus olhos me vêem refletido nas águas claras do lago, é ainda o mundo natural quem se revela a si mesmo através de um de seus seres. Mas nem tanto, porque, ser humano, não consigo, como os outros animais com quem comparto o mistério de ‘estar vivo’ aqui e agora, ver sem perceber, e perceber sem pensar. E a idéia que de mim me faço ao me ver refletido já pertence a um outro domínio do Mundo que comporto com a pequenina ave que porventura vem ao mesmo lago, e do galho de uma árvore se olha e ao lago, como eu. Como eu? Entrevistos por um instante pelos nossos olhos, nossos corpos pertencem ao plano natural dos sinais. São o que são, como a água, ou são o que de si mesmos dão a ver a quem os vê. Mas o que eu penso do que vejo salta do sinal ao signo e dele ao símbolo. E exige de mim o que dispensa na ave, requer palavras, códigos complexos de sentidos e de significados, uma linguagem articulada por meio da qual em mim e para os meus outros a sensação e o sentimento aspiram ganhar sentido. E até mais do que isto. Eu me vejo como um ser da natureza, mas me penso como um sujeito da cultura. Como alguém que pertence também ao mundo que a espécie humana criou para aprender a viver”. (BRANDÃO, 2002 apud CARVALHO, 2006)

REFERÊNCIA

CARVALHO, I. C. de Moura. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

2º Momento:

•Documentário: “A Incrível História de um Tomate”. O premiado curta-metragem Ilha das Flores (35 mm, 12 mim, cor, 1989), com roteiro de Jorge Furtado e produção da Casa de Cinema [...]. Em tom inteligente, crítico e bem-humorado, o curta mostra toda uma cadeia de relações sociais e ambientais que começa com um tomate sendo comprado no supermercado. A trajetória desse tomate envolve seu plantio, comercialização, utilização e descarte no lixo, onde outra cadeia se inicia, até que ele chegue ao seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. Então ficam claras as diferenças existentes entre tomates, porcos e seres humanos.
•Discutir o documentário para fazer as bases dos seguintes trabalhos:
•Escolha dos grupos (máximo de 4)
•Serão oferecidos vários tipos de produtos cuja cadeia produtiva varia de acordo o manejo de produção. Inicialmente os produtos serão: frutas e verduras “supostamente” orgânicos, pacote de salgadinho de milho, uma caixa de bis ou outro tipo de chocolate, etc. Feito isso, cada grupo terá que montar uma linha de produção desde seu primeiro processo até o descarte do produto (embalagem, etc.) ou/e reciclagem e o seu retorno para a cadeia produtiva.
• Nessa atividade além de rever o processo de elaboração de um produto, os participantes terão que diagnosticar os problemas, os sonhos de uma produção sustentável, bem como as dificuldades de se chegar a esse ideal.
•Ao longo da montagem da linha, os grupos irão discutir a construção dos conceitos de Consumo Sustentável e Sustentabilidade, os relacionado com nossas práticas e comportamentos cotidianos. Fim do trabalho os participantes irão propor idéias de como formar um sujeito com sensibilidade ecológica/socioambiental. Sugestão de criar um plano de ação para o despertar dessa sensibilidade na comunidade escolar.
•Ao longo da exposição dos grupos várias reflexões sobre o tema principal serão feitas e analisadas.

3º Momento:

•Dinâmica de Encerramento de Cunho Avaliativo. Com a linha da cadeia produtiva montada os participantes irão escolher qualquer ponto do processo feito ainda pela produção tradicional e propor uma alternativa (faltar uma frase, palavra, gesto, poesia, música, etc) de não agressão ao meio físico e social.

5. Recursos

Papel metro
Produtos de diferentes ramos produtivos. Ex. uma caixa de longa vida, um tomate, uma cenoura, uma garrafa pet, uma sacola plástica, um celular, etc.
Pilot
Ofício ou A4


Socialize o resultado de sua oficina...

July 14, 2011 | 2:07 AM Comments  0 comments

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Educação Ambiental Crítica

A Educação Ambiental Crítica surgi com a perspectiva de transformar os sujeitos, buscando historicizar a sua história de vida, e para tanto é importante preconizar a valorização social, política, sua filiação histórica, etc. (ARDANS, 2005; TASSARA, 2005). Nesse viés, o espaço entra como um local dinâmico cujas relações se conectam com todos os elementos que envolvem esse sujeito. Assim, o espaço socioambiental passa por construções constantes, e o sujeito passa a ter sua identidade marcada por um processo de emancipação, e por questionamentos de premissas ocultadas pelo véu das ideologias e dos modelos civilizatórios hegemônicos, dos quais descaracterizam o exercício da busca pela verdade, e induz a aceitação da socialização histórica desvinculado com a subjetividade do sujeito, propiciando assim um processo de alienação. Posto isso, a educação ambiental crítica “exige” do sujeito uma postura emancipatória, democrática, ética, que busque fortalecer os laços de identidades e que venha tirar o véu, ou seja, desvelar os silêncios e a aceitação do processo de dominação cultural, política e social. Essas seriam, as condições primárias para que os grupos, sociedades e indivíduos iniciem um processo radical de emancipação na construção dinâmica de um espaço socioambiental, (ARDANS, 2005; TASSARA, 2005), configurado pela lógica da crítica e dos questionamentos. Seria uma ruptura de paradigmas historicamente construídos por políticas dominantes existentes na humanidade geradoras de todos os abusos sociais e ambientais vivenciados na atual sociedade. Essa ruptura se dá por meio do conhecimento, pela busca da verdade e pela desconstrução dos discursos e práticas sociais dominantes.


REFERÊNCIAS
TASSARA, E. T. O. ; ARDANS, Omar. Intervenção psicossocial: desvendando o sujeito histórico e desvelando os fundamentos da educação ambiental crítica. In: Luis A. Ferraro Júnior. (Org.). Encontros e Caminhos: Formação de Educadoras (es) Ambientais e Coletivos Educadores. Brasília: Ministério do Meio Ambiente - Diretoria de Educação Ambiental, 2005, v. p. 204-217.

April 18, 2011 | 11:04 AM Comments  0 comments

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“[...] para grande maior parte da humanidade a globalização está se impondo como uma fábrica de perversidades.” Milton Santos

Fonte da imagem: http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/revistas_link.cfm?edicao_id=343&Artigo_ID=5314&IDCategoria=6087&reftype=2


Quando em nosso pensamento vem a ideia de possuir algum produto, deixamos que o nosso desejo se sobreponha a nossa real necessidade, e inesperadamente já damos vazão para que ele se concretize, no mais excitante e fervoroso prazer. Não há organização do pensamento, das ideias, não há controle do desejo, apenas a vontade de realizá-lo sem a devida reflexão sobre as consequências desse instigante ato, que é o de consumir. Consumir o que a mídia determinou, consumir o que o meu grupo social definiu, consumir para que possamos sustentar o superávit do nosso país. Consumir, consumir e consumir é isso que rege a cartilha da tão complexa globalização.

O consumo é a base material de toda e qualquer sociedade, e esse material é expresso, também, por meio de valores dos quais tendem a definir a posição social de seus membros. Como envolve diversas relações, o consumo não é um elemento neutro na sociedade, pelo contrário, ele muitas vezes influencia nas tomadas de decisões políticas, sociais, bem como morais, visto que o nosso consumo diz exatamente como nós somos. “Há, portanto, uma conexão entre valores éticos, escolhas políticas, visões sobre a natureza e comportamentos relacionados às atividades de consumo.” (MMA, 1999). A partir daí surgi a denominação “sociedade de consumo” pela tamanha força que o consumo tem exercido nos grupos sociais.

Percebemos que não consumimos, porque assim é um desejo e uma necessidade propriamente nossa. Consumimos porque o outro, o externo, o sistema capitalista, a globalização ditam o que devo consumir. Consumimos apenas para sustentar os grandes impérios econômicos. Consumimos para fazer girar a roda do capitalismo. Consumimos para preencher o vazio da atual existência, daí é que se pode afirmar que o ato de consumir também é uma questão ontológica, devido o fascínio psicológico exercido nos indivíduos.

Quando é lançado algum produto, a primeira coisa a se perguntar é se determinado país possui um grande número de consumidores. O consumo é o elemento chave que move a moinho da globalização. Portanto é coerente a afirmação tão elucidativa do Professor Milton Santos: “O consumo é hoje o grande fundamentalismo.” Infelizmente o que faz o mundo girar, o que faz as potências serem cada vez mais fortes, é o estimulo ao consumo de bens, de coisas, objetos, etc.


REFERÊNCIAS

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO; MINSTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Consumo Sustentável: Manual de Educação. Brasília: Consumers International; MMA; MEC; IDEC, 2005. 160p.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 6. ed. São Paulo: Record, 2001.

March 9, 2011 | 6:03 AM Comments  0 comments

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Equilíbrio: a chave da grande libertação!

Vivemos dias bastantes agitados, a ponto de esquecermos da nossa própria saúde espiritual. Procuremos reservar alguns minutos para respirar observando o nosso corpo, mentalizar pensamentos valorosos, orar para agradecer pela nossa vida, e tudo aquilo, que por merecimento nós temos. O EQUILÍBRIO é a resposta para os nossos conflitos. Não descuidemos de nós.


Orai e Vigiai, como pediu o próprio Cristo.

:)

March 1, 2011 | 1:03 AM Comments  0 comments

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